As 5 linguagens do amor: entenderem-se melhor (e desejarem-se) no dia a dia
Dá para amar muito… e ainda assim sentir-se “pouco amado/a”. Muitas vezes não é falta de amor, e sim uma diferença na forma de demonstrar. A teoria das 5 linguagens do amor ajuda a identificar o que te toca mais (e o que toca o/a teu/tua parceiro/a), para recuperar cumplicidade, carinho… e um pouco mais de tempero. Aqui vai um guia simples com ideias práticas para testar a dois.
1. Identifiquem as vossas linguagens principais
As linguagens mais conhecidas são: palavras de afirmação, atos de serviço, presentes, tempo de qualidade e toque físico. A ideia não é colocar-vos numa caixa, mas perceber o que enche mesmo o vosso coração (e às vezes o corpo).
Para começar de forma simples, podem fazer um teste em The 5 Love Languages e comparar resultados. Se preferirem sem teste, perguntem-se: “Quando me sinto mais amado/a, o que é que a outra pessoa faz exatamente?”
2. Façam um mini “check-in” do casal (10 minutos)
Depois de terem uma noção das linguagens, experimentem um ritual bem simples: 10 minutos, sem ecrãs, 1–2 vezes por semana, em que cada um responde a 3 perguntas:
- O que te fez bem esta semana?
- De que precisaste e não tiveste?
- O que podemos experimentar na próxima semana?
Se gostam de abordagens mais estruturadas, há muitos recursos no The Gottman Institute (comunicação, conflitos, rituais, etc.).
3. Transformem cada linguagem num pequeno jogo (diversão + desejo)
Para apimentar sem pressão, transformem as linguagens em desafios suaves (e progressivos). Exemplo: um “frasco” com 30 papéis e, todas as noites, tiram um.
Ideias rápidas:
- Palavras de afirmação: “3 elogios específicos + 1 mensagem inesperada durante o dia.”
- Tempo de qualidade: “20 minutos de atividade a dois (jogo, cozinhar, passeio) + 5 minutos de aconchego.”
- Atos de serviço: “Hoje tiro-te uma carga mental (tu escolhes).”
- Presentes: “Um micro-presente simbólico (foto, bilhete, snack favorito).”
- Toque físico: “Uma massagem (5–15 min) + um ‘stop’ respeitado a qualquer momento.”
Para organizar os desafios, uma lista partilhada no Trello ou Notion pode facilitar muito (e motivar).
4. Toque físico: conforto e consentimento em primeiro lugar
Toque não significa necessariamente “sexo direto”. Pode ser: dar as mãos, fazer carinho no cabelo, massajar o pescoço, abraçar… E se ficar mais sensual, a regra de ouro é a mesma: tudo é ok desde que seja claro, desejado e reversível.
Dica simples: usem um código “semáforo” (Verde = continua, Laranja = abranda/ajusta, Vermelho = stop). Isso tira a dúvida e deixa os momentos mais relaxados (e muitas vezes mais excitantes).
Para recursos úteis sobre limites e comunicação: loveisrespect ou Planned Parenthood (Relationships).
5. Plano de “7 dias” para reacender a cumplicidade
Se quiserem um impulso, testem um mini-plano de uma semana:
- Dia 1: mensagem carinhosa + micro-ritual (5 minutos).
- Dia 2: 20 minutos de tempo de qualidade (sem telemóvel).
- Dia 3: um ato de serviço “surpresa”.
- Dia 4: um presente simbólico (bilhete, foto, lembrança).
- Dia 5: toque suave (massagem / abraço longo).
- Dia 6: encontro em casa (roupa, ambiente, playlist).
- Dia 7: check-in + escolher 3 hábitos para manter.
Para criar ambiente: uma playlist no Spotify, um momento guiado com Headspace, ou uma atividade a dois no Airbnb Experiences.
Conclusão
Entender as linguagens do amor é parar de adivinhar e começar a “falar” a língua certa: aquela que realmente chega ao outro. Com rituais simples, desafios divertidos e comunicação clara (especialmente no toque), vocês criam o terreno perfeito para o carinho… e para uma intimidade mais viva, mais cúmplice e mais excitante.
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